quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Desespero


Deixo que minhas lágrimas caiam livremente.Não há porque meus soluços esconder.Minha alma sufocada na amargura que senteentrega-se a solidão que neste momento está a abater.
Meu corpo ressente tamanho desanimo,que deitada, sem vontade para ao menos me levantar.vejo a penumbra do meu quarto aos poucos ser trocadapela escuridão de mais uma noite adentrar.
Meu coração bate acelerado e em meio à dordeseja simplesmente tudo esquecer dormindo,para quem sabe desta forma destruir esse vazioque dói.. dilacera e está me destruindo.
Não me importa os olhos inchados pelo choro.Se as pessoas não conseguem entender o porque,para mim neste momento não importa nada.Vejo minha vida, pelos vão dos meus dedos escorrer.
Não consigo lutar contra o que sinto.Minhas lagrimas e minha dor aqui retrato agora.Minha alma angustiada se entrega a esse vazioEu queria sumir, ir pra longe, ir embora.
Como se lá, onde ninguém pudesse me encontrar.essa dor esquecesse de mim por um momento.E meu coração encontrasse na solidão o alivioe tirasse de dentro da alma esse sentimento.
Mas a dor que existe em mim, é tão palpável.que tudo em mim parece meu desespero retratarAssim minhas lagrimas traduzem minha angustiaE são os reflexos do que não posso na alma calar.
Assim eu entrego, minhas lagrimas a essa escuridãoQue sobre meu corpo desce de forma totalE coloca em meus olhos um brilho tão tristeE revela que dentro de mim há um frio mortal.

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